Culturaoz Entrevista | Daniel Wergan

Por Eliabe Vicente

Daniel Wergan1

“Indefinidamente indefinido, em mutação…” é como ele se define. Seu primeiro contato com a música foi aos 16 anos. Passou a tocar nas noites aos 23 anos. Ele é Daniel Wergan, 35, Músico, Compositor, Letrista e Cantor. Já recebeu diversos prêmios, entre eles Prêmio de melhor trilha adaptada no Festival Nacional de Arte e Poesia FENAPO, Prêmio 1º lugar em trilha sonora e 3º como melhor espetáculo no Festival de Curtas de Teatro FECT e Primeiro lugar na categoria música própria com a música “O que poderia ser?” – Interpretada por Camila Mehanna no Festival de Música do Servidor Público na Cidade de Osasco.

No Teatro, compõe músicas para trilha sonora. Atuou na peça musical “Poesificante” dirigida por Toninho Rodrigues da companhia Boca de Pano, em Osasco-SP. Participou como ator na peça infantil “O Grilo e o Vaga-lume” e no espetáculo adulto “Iracema” de José de Alencar, com a Cia de teatro Letra Jovem. Atualmente faz parte do Espetáculo “Medeia” como sonoplasta, sob a direção de Elber Marques na Cia Artística En’Cena.

Compositor da banda “Antiqua”, que mistura MPB, Rock Alternativo, Indie, Étnica, Tribal e Experimental. Com a banda se apresenta em vários circuitos culturais, em espaços como Sesc, Virada cultural, Feira do Livro, Teatro Municipal de Osasco e Espaço Cultural Grande Otelo em Osasco-SP.

Daniel Wergan também faz voz e violão na banda “Le Moustache 80”, que conta também com a participação de André Piovan na percussão e bateria eletrônica e Ricardo truyts no contra-baixo. Os músicos se apresentam em shows e eventos de empresas, casas noturnas, bares e festas ao estilo anos 80 e atuais.

Além das diversas atividades já citadas aqui, o músico faz percussão em eventos da dança do ventre com “derbake” (instrumento árabe) desde o ano de 2002.

“Compor para mim, é algo em qualquer lugar”. Algo que eu sinta que eu viva. Tanto feliz ou insatisfeito com alguma coisa.
Gosto de silêncio. Gosto de estar sozinho onde ninguém esteja ouvindo. Me sinto incomodado de alguém ouvir algo não concluído”.

“Cantar ou compor? São as duas coisas sempre. Cantar é um trabalho, assim como disse sobre o Le Moustache 80. Compor sempre vem junto. Por enquanto não sobrevivo com as minhas composições, mas espero alcançar este sonho!”

“Sem o esforço não alcançamos as realizações de nossos sonhos” – Daniel Wergan.

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Se não fosse músico, o que seria?
Desenhista ou técnico em eletrônica

Onde e quando começou o seu trabalho?
2005 em uma temporada em Embu das Artes

Em Osasco, quando e como começou a trabalhar com música?
Em 2006 no bar do Clero, localizado até hoje na praça da Led.

Um trabalho marcante:
Com a minha ex-banda Wergandary. O Wergandary foi uma banda que me realizei como compositor. Tínhamos o sentimento à flor da pele. O termino da banda foi algo que me deixou triste. Infelizmente alguns problemas internos e também, por não conseguir manter. Não é fácil ter um projeto sem que tenhamos dinheiro ou sermos apadrinhados. Queríamos ser independentes, mas isso é só para aqueles que não se preocupam com as contas… (risos). Ainda executo algumas músicas sempre que posso. Jamais deixaria um filho “música” esquecida!

Defina a música para você:
É um respiro de alívio nos momentos difíceis da vida.

O que você está fazendo no momento, artisticamente? 
Na peça Medeia sou sonoplasta ao vivo da Cia Artística En´Cena. Estou fazendo vocal e composição na banda Antiqua e Trabalho na noite no Tik Mais batidas, Taça Cheia e Armazém 18, com a banda Le Moustache 80.

Onde tudo começou? De onde surgiu a ideia da Banda Le Moustache 80?
Começamos nos apresentar tocando cover de anos 80 nos bares da cidade e as pessoas começaram a perguntar se tinha nome. E nisso lembrei que nos anos 80 tinham costume de usar bigode e achei interessante fazer um link no som que gostávamos de tocar. Nisso, fomos chamados para tocar em festas e começamos a ser valorizados e conhecidos por fazer versões de músicas que não era de costumes as outras bandas da noite tocarem. Fomos chamando a atenção de donos de bares e começamos a sobreviver desta arte noturna, e nem imaginávamos que seria possível. Ver o público correspondendo é muito bom, é uma troca de energia que não dá vontade de parar de tocar.

O que mais te dá prazer?
Amar, ser livre, compor em qualquer lugar, ser!

O que te motiva?
As pessoas, os amigos com os teus conflitos, a natureza, o amor, a arte no externo mundo mágico.

Quais seus planos profissionais?
Ser reconhecido como todos na cena artística. No momento ainda está no forno trabalhos como cd do Antiqua oficial, e também o cd cover do Le Moustache 80. Novas músicas sempre na ponta da agulhada da língua e nos tentáculos que se agarram nas coisas que fazem som!

Mercado da música
Pois é, não tenho ainda. Quando me apresento é com a banda couver, com musicas dos anos 80, 90 e atuais. Cerca de 98% das músicas são internacionais.
Se não for com esforço e dedicação não se ganha, na realidade nunca esteve boa, é uma balança. As vezes temos que ganhar uma mixaria para divulgar e com isso as vezes ficamos no prejuízo.

Apoio e incentivo
Então eu trabalho por conta e quando surge à oportunidade eu abraço
Como estou mais dentro do circuito de bares noturnos, na nossa cidade ainda tem aqueles que tratam o músico em segundo plano, a valorização ainda é utópica. Também existe antigo problema da lei do silencio e isto ficamos isolados sem o que fazer em questão a isso.

Enquanto a festivais, espero que cresça em nossa cidade, pois há valorizarão dos artistas de fora, os mais consagrados. Hoje, temos o Sesc que dá abertura e isso é muito bom, este incentivo é muito positivo pra quem ainda é desconhecido.
Nas noites a classe mais bem sucedida é o sertanejo e não para as variedades que existem aqui. Quem é de outro gênero musical sofre e acaba indo para a Capital, para tentar algo mais promissor.

Acho que ainda, nós artista não podemos esperar do poder publico, pois o artista nasce dos tombos e a valorização vem somente dele.

Faço parte da Ordem dos músicos, pois precisei para me apresentar no Sesi e no Sesc, mas deveria ter sim um apoio maior em todas casas noturna, tipo um fixo sabe? Pois sendo autônomo, ficamos sem direitos e nisso quando você fala em cachê dai vem a contra proposta e pra quem vive disso se sente um pouco escravo e acaba aceitando para não deixar de exercer a sua arte

Não sei se respondi certo, mas é o meu ponto de vista, visando é claro que isto poderá mudar um dia, melhorar, ter casas de espetáculos onde teremos espaço para continuar brilhando e sobreviver no direito de ir e vir aprimorando na qualidade de vida.

Um elogio: Obrigado por lembrar-se dos artistas de nossa cidade.

Uma Critica: Que não parem nunca, pois este apoio é o start para a cultura, para o conhecimento.

Uma saudade: Esta que sinto agora!

Mensagem aos leitores: Realizem com amor, dedique-se, sejam sinceros e não desistam de seus ideias!

Bandas que Daniel Wergan já participou:

Banda Yama 1995 – Rock ‘n Roll, The Seventh Sign 1999 – Heavy Metal, Lácrima Sangüine 2002 – Doom Metal, Strigoy 2005 Alternativo, Wergandary 2008 Indie Rock, Antiqua 2010 e ainda hoje – Indie Rock e Le Moustache 80 banda couver de vários gêneros do Rock e suas vertentes.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho do músico e contratar para shows e eventos:

Página Pessoal de Daniel Wergan: https://www.facebook.com/pages/Daniel-Wergan/364668896882349?fref=ts

Página da Banda: https://www.facebook.com/LeMoustache80?fref=ts

Telefones para contatos e shows: (11) 9-9511-6359

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